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A luta do associativismo para um Brasil de resultados

Entramos no Associativismo pela dor, hoje permanecemos pelo amor.

O associativismo surgiu no inicio da humanidade, quando o homem percebeu a necessidade de viver em grupos para caçar, cultivar se defender. Na era industrial foi obrigado a se organizar para enfrentar as condições precárias de trabalho e na era atual, em tempos de “crise” e competitividade, é necessário buscar o desenvolvimento econômico e social através de grupos estruturados e preparados.

Hoje, na era da globalização e da competição, precisamos em nosso país de empreendedores que acreditem no associativismo, que percebam e valorizem essa forma de representatividade e se tornem os agentes da construção de uma sociedade de resultados.

A visão empreendedora alinhada ao associativismo são aspectos fundamentais para transformar e estabelecer o desenvolvimento econômico através de negócios que possam crescer de forma sustentável.

Somos um país de empreendedores inteligentes e criativos. A prova está sendo divulgada pela última pesquisa do GEM (Global Entrepreneurship Monitor), entidade que mede o empreendedorismo em 31 países de todos os continentes. O relatório aponta o Brasil como o sexto país mais empreendedor do mundo, e aponta também que durante 2003 aumentaram o percentual de abertura de negócios pela percepção de novas oportunidades versus os casos de pura necessidade.

O sistema complexo e burocrático de gestão que o governo desenvolveu em busca da fiscalização com finalidade arrecadatória, está contribuindo cada vez mais para que os empreendedores juntem-se de maneira coletiva em defesa dos seus direitos, para fiscalizar também o governo através de um instrumento de grande poder e alcance que é o associativismo.

Para o Brasil se tornar um país de resultados a saída está no empreendimento de micro e pequenas empresas, que hoje correspondem a 98% do total das empresas Brasileiras. São elas que conseguem realizar a melhor distribuição de renda regionalizada. Mas são também as empresas que vivem todo dia um mar de incertezas, atuam na informalidade, sofrem pela falta de ferramentas para divulgar o seu negócio (marketing), pela falta de poder de barganha, pela incapacidade de treinar e preparar seus colaboradores, pela ausência de acesso a crédito facilitado, por nenhuma abertura de canal para exportação, pela total inexistência de reciclagem e atualização de conhecimento, entre diversos aspectos relevantes.

O empreendedorismo, organizado através do associativismo é a mola propulsora para o desenvolvimento econômico e social, contribuindo para condições iguais ou similares entre nações pobres e ricas. Os empreendedores precisam atuar em conjunto, em rede, unindo cada vez mais forças para a mudança e a conquista de um Brasil de resultados.

Temos que perceber isso, deixar as diferenças de lado e lutar pelas semelhanças!